domingo, 10 de julho de 2011

...

Postado por Chayanne Gonçalves às 02:37 0 comentários
"Surdo a qualquer zen-budismo o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia — coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban — filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto que alguém me salvasse do pecado de querer abrir o gás."


Caio F. [Pálpebras de Neblina - Pequenas Epifanias]

Por: Lih Neta

Postado por Chayanne Gonçalves às 02:34 0 comentários
"Acorde, garota! Você é linda, inteligente, tem um ótimo perfume e seus olhos brilham mais que um punhado de purpurina. Por que chora? Perdeu em alguma esquina seu encanto?! Ninguém pode tirar de você seu mais belo sorriso, motivo de idas e vindas saltitantes. Coloque sua música favorita para tocar, respire fundo e faça o que de melhor sabe fazer: ser você."

De: Comer, Rezar, Amar

Postado por Chayanne Gonçalves às 02:30 0 comentários
"As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito
mas a verdadeira alma gêmea é um espelho,
a pessoa que mostra tudo que está prendendo você,
a pessoa que chama atenção para você mesmo
para que você possa mudar sua vida.

Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa
mais importante que você vai conhecer.
Porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa.
Mas viver com uma alma gêmea para sempre?
Não. Dói demais.

As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar
a você uma outra camada de você mesmo, e depois vão embora."
Postado por Chayanne Gonçalves às 02:27 0 comentários
"Antes de pensar no outro a gente precisa pensar na gente (alguém me lembra disso daqui a 10 minutos?). E sempre fui de colocar o outro na frente. Se você está com problema, sentou aqui e contou, pode ter certeza que vou ficar pensando numa forma de ajudar. Vou movimentar quem eu conheço pra ajudar. Já dei roupa, dinheiro, comida, tempo, ouvidos, colo, abraços. Já dei minha paz. (...) Não mereço um prêmio por nada, nadinha disso, fiz e faço muitas outras coisinhas, coisas e coisonas porque gosto, porque me sinto bem fazendo, porque acho que certas coisas a gente precisa e deve fazer. É o meu jeito, é a minha maneira de viver. Só não quero me frustrar tanto com os outros. Sempre penso que se eu faço o outro também pode fazer e isso é errado, tá errado, muito errado (me lembra disso hoje e amanhã e depois?), afinal, cada um é de um jeito, cada um tem seus valores, cada um tem sua personalidade, cada um tem sua prioridade, cada um tem um estilo de ser e ver. Mas uma coisa é certa: preciso parar de olhar tanto para você e olhar mais para mim."



(Clarissa Corrêa)

O ansioso é o que tenta sabendo que vai dar errado.

Postado por Chayanne Gonçalves às 02:21 0 comentários
Conhecem a história? Personagem da mitologia grega, foi condenado a repetir sempre a mesma tarefa de empurrar uma pedra de uma montanha até o topo, só para vê-la rolar para baixo novamente. Quantas e quantas vezes não fomos Sísifos em nossos relacionamentos diários? Insistindo numa vida que não é nossa, que não nos faz bem. Impressionante como a gente sofre por nada!



Quero deixar aqui um trecho de uma crônica do livro que eu recomendo intensamente. E a reflexão:
 
"O ansioso é o que tenta sabendo que vai dar errado. Ele quer dar errado para provar que sua teimosia valeu a pena. Na ausência de dificuldade, não há glória na mortificação. Na ausência de entraves, serei um desempregado amoroso. Eu me fio nas urgências, nos problemas, nos conflitos para me valorizar. Longe dos incômodos, terei que vadiar minha alegria, o que raramente me permito... Há um delírio de grandeza, o mundo não irá continuar sem aquele ato, que o universo das relações afetivas depende de minha resposta. Na minha imaginação, sou sempre o sobrevivente dos filmes apocalípticos, aquele que escapou de um maremoto, da bomba nuclear ou de um vírus letal. Isso me lembrou o quanto já sofri à toa (...) Não pode ser sadio o que nos irrita. Ficava ranzinza, ameaçado. O ansioso se enxerga, pronto a ser denunciado. Uma paranóia forçada. (...) Dedicação é o que a gente faz sem nos agredir, aquilo que ostentava poderia chamar de renúncia. Eu me batia, eu me esfolava, eu me censurava, eu me humilhava".





Por: Valdeline/  Elenita Rodrigues, adaptado.
 

Chayanne Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos